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novembro 13, 2021
Engarrafamentos elétricos não são a solução

Líderes do poder público, privado e representantes da sociedade civil de todo o mundo se reúnem na COP 26, realizada em Glasgow entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro, para debater e deliberar sobre uma das questões mais importantes do século 21, o processo de mudanças climáticas.

Urbanistas ficaram estupefatos com a completa ausência de debates sobre transporte público e bicicletas durante o evento, uma vez que a transição para veículos elétricos foi uma das principais estratégias escolhidas para o cumprimento das metas estabelecidas. De acordo com a ONU Habitat, as cidades são responsáveis por mais de 70% das emissões de gases do efeito estufa, o que nos leva à seguinte questão: em um ano onde as maiores cidades brasileiras discutem seus planos diretores, quais seriam as melhores práticas de urbanismo para mitigar as mudanças climáticas?

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maio 10, 2021
Como a caminhabilidade pode garantir uma retomada segura das atividades econômicas

As mais recentes evidências científicas mostram que a transmissão do coronavírus se dá primariamente pelo ar em ambientes fechados — muitas vezes por pessoas sem sintomas, e medidas como a higienização de ambientes e medição de temperatura (no pulso!) se mostram, para ser generoso, sem utilidade. Sendo assim, ambientes fechados como shopping centers, academias e bares são hoje o cenário perfeito para a transmissão de COVID-19.

O que já se constatou é que em lugares ao ar livre, ou pelo menos bem ventilados, o risco de contágio é consideravelmente menor do que ambientes fechados. Dessa maneira, a pracinha, o parque, a ciclovia, e mesmo a praia (com baixa ocupação) dão um banho de biossegurança nos lugares a que estamos acostumados a frequentar.

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maio 3, 2021
Urbanisticamente e epidemiologicamente: como o Brasil está fazendo tudo errado

Desde o início da crise sanitária da COVID-19, diversos países ao redor do mundo tem procurado alternativas para diminuir os riscos e a transmissão do vírus. Uma das estratégias mais amplamente adotadas desde o início foi o investimento na bicicleta como modo de transporte. Algumas cidades, como Bogotá e Paris, investiram em ciclovias pop-up, estruturas improvisadas com cones de trânsito para garantir a separação entre ciclistas e o trânsito. A estratégia deu resultado, e hoje, as ruas de Paris se veem tomadas de bicicletas.

A explicação é simples: em um momento em que a orientação é evitar ambientes fechados com aglomerações, a bicicleta se torna uma opção com um risco consideravelmente menor em relação ao transporte público. Sendo assim, estimular e apoiar o uso da bicicleta — e da caminhada — se torna também uma questão de saúde pública, que pode inclusive salvar muitas vidas.

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abril 28, 2021
Transporte público e COVID: como evitar o contágio

O agravamento da pandemia de COVID-19 trouxe muitas preocupações e questionamentos legítimos a respeito dos riscos de contágio no transporte público. Por ser um ambiente fechado e, na maioria dos casos, sem ventilação natural, com uma ocupação muito alta e em que as pessoas ficam por muito tempo, o transporte público é uma situação de alto risco de contágio por COVID-19.

Apesar disso, há como se proteger da COVID-19 quando é necessário usar o transporte público. Tendo como base as regras de ouro de prevenção ao novo coronavírus (ventilação, máscara e distanciamento), é possível reduzir consideravelmente o risco com algumas ações simples.

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