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junho 29, 2021

Os veganos estão certos ?

Afinal, se tornar vegano é a coisa certa a ser feita? Ou seriam os veganos uma seita insuportavelmente chata e arrogante por se julgarem superiores aos demais? A seguir irei argumentar que a resposta para ambas perguntas é: "SIM”.

1. O argumento contrário aos veganos - mas não ao veganismo.

Meu primeiro contato com o ativismo vegano e de defensores da causa animal não poderia ter sido pior. Ainda adolescente, no falecido Orkut, encontrei um grupo cujo título era: não testem em animais, testem em humanos. No grupo tínhamos edificantes comentários mais ou menos nessas linhas: “por qual motivo não testar com presidiários? Com estupradores? Com pedófilos? Vamos testar os medicamentos neles, e não nos animais inocentes”.

Essa ideia não é defensável sequer em termos práticos, ou seja, deixando a ética de lado. Simplesmente não dá pra extrair valor científico de eventuais pesquisas como essas sugeridas. Deixo um link para esse vídeo do Pirula onde ele explica esse ponto, com muito mais competência que eu poderia.

Mas é claro que não é essa a questão principal: a ideia de desvalorizar um ser humano pleno, uma das maiores conquistas de nosso mundo pós-iluminismo, para disso fazer uma defesa dos animais, me parece algo que intuitiva e racionalmente todos deveriam recusar.

Bem, nessa altura da vida estava apenas começando a me familiarizar (e até a me deixar seduzir…) com uma das poucas coisas que são capazes de nos fazer rejeitar aquilo que é, intuitiva e racionalmente, o mais correto: o ativismo.

O chorume dos comentários daquele grupo de Orkut parece vir da mesma fonte ideológica do atual reacionarismo bolsonarista que tem destroçado nosso país. Pode parecer surpreendente ao leitor que um grupo de ativistas pelos animais tenha flertado com esse tipo de ideias.

Mas veja, veganos não são especiais: quase todo ativismo tende a puxar as pessoas para os extremos e assim flertar com discursos de desumanização, de desprezo pela vida. É assim, por exemplo, que também acontece com o jovem que adentra o movimento estudantil socialista.

Movido pela indignação (muito correta!) com a pobreza em meio ao luxo e abundância, nosso jovem logo se verá defendendo um universo de ideias bem contraditórias ao seu impulso inicial: a defesa, em pleno século 21, da revolução para tornar o mundo melhor, que jogar molotovs em manifestações e assim acertar trabalhadores que estavam passando pelo local é uma violência aceitável (ainda mais quando comparado com a violência causada pelo capitalismo!) e até mesmo, por quê não, que Stalin matou foi pouco (milhões de camponeses pobres, curiosamente).

Contudo, assim como a imagem acima não pode ser uma generalização justa com todos auto-identificados socialistas, a primeira imagem que forneci daquele grupo de Orkut também não é uma generalização justa para com todos os ativistas da causa animal. Isso porque eles eram os mais extremistas dentro do ativismo e curiosamente tendemos a dar mais atenção aos extremistas. Na época das redes sociais são eles que mais têm suas publicações compartilhadas, reforçando toda maluquice política que estamos hoje vivendo.

Por mais que caiba a ressalva acima, restam alguns problemas que não sei como enfatizar o bastante aqui. Primeiro, a imagem de qualquer movimento e das ideias que ele defende ficam irremediavelmente associadas com as ideias e ações de seus membros mais extremistas. Isso é inescapável. Vide que eu julguei o ativismo animal e o veganismo por aquele pequeno grupo de Orkut e se passaram muitos anos até que eu tivesse novamente alguma imagem minimamente favorável deste ativismo.

Em segundo lugar, mesmo o ativista moderado não está de todo isento de comprar os discursos de seus colegas mais extremistas ou no mínimo ser conivente com esses discursos. Pelo contrário: ainda que em privado ele julgue que esse coleguinha “exagera” nas ideias, dificilmente ele irá se contrapor publicamente ao coleguinha. No círculo de ativismo então, nem se fale. Esse é o famoso problema do “pensamento tribal”, também chamado em inglês de groupthink: não se aceita crítica externa. Ademais, a crítica interna ou a autocrítica é pouco apreciada e quase nunca estimulada.

Podemos pensar numa solução para isso: que os ativistas estimulassem internamente a autocrítica. Mas essa quase nunca é uma solução possível, ou melhor, que um ativista julgue aceitável. A maioria dos grupos ativistas não sobreviveria à crítica pois observariam muitas de suas verdades incontestáveis ruírem. Sua imagem depende do extremismo. Não podem assim serem muito empáticos com o pensamento divergente sob risco de terem uma crise de identidade. Disso redundaria dois resultados possíveis: ou implodiriam ou então recairiam para posições mais moderadas, centristas.

A real é que o melhor seria isso mesmo. Foi assim que os partidos autodeclarados socialistas e trabalhistas europeus moderaram suas posições para algo mais pragmático (que podemos talvez identificar com a social-democracia ou com o liberalismo social, se é que esse monte de rótulos servem para algo). Os bons resultados no IDH europeu parecem demonstrar que, ao terem tomado esse caminho, mais acertaram que erraram. Os que continuaram a defender formas de ativismo inconsequentes foram ficando mais e mais irrelevantes em seus partidos revolucionários nanicos.

A maioria das pessoas parece sacar os problemas do ativismo mais cedo ou mais tarde (geralmente na passagem da adolescência para a vida adulta, quando os boletos se impõem), e vai seguir com sua vida, se não abandonando de todo suas simpatias com o ativismo, suavizando seu comprometimento, principalmente mental, com aquilo tudo. Ou seja, parece que a alternativa ao problema do ativismo é sempre abandoná-lo e assim cair na indiferença cínica de não tentar fazer nada para melhorar o mundo.

Agora vem uma boa notícia: você não precisa virar mais um cínico. O ativismo moderado e autocrítico é raro mas existe. Felizmente com a internet, se você procurar muito bem, você acha!

Depois de muito procurar encontrei grupos de ativismo que defendem ideias as quais eu (hoje) acredito e que já nasceram tendo por princípios a moderação, o debate racional das ideias e a crítica constante. Não farei menção direta a esses grupos, dado que não é o objetivo deste texto promovê-los. Apenas quero destacar uma prática muito boa que identifiquei em um deles: no grupo é constante questionamentos em conversas ou publicações de se “estamos virando uma seita?” ou “por favor, prove-me que essa minha ideia está errada”. Alguns até chegam a oferecer uma recompensa financeira pela melhor argumentação contrária. Pois eu penso que, enquanto tiverem publicações deste tipo neste grupo de ativismo, terei certeza que ele está (ainda!) no caminho certo.

Trazendo essas ideias para o ativismo vegano e da causa animal: é possível moderar suas posições, parando o reforço do pensamento tribalista, o nós contra eles para com os “carnistas” (a quase totalidade da população que come carne)? Há espaço para a autocrítica, se não de valores, ao menos de estratégias? 

Olha, o movimento vegano está aí já tem décadas e todo censo feito nos países do mundo ocidental mostra pouco crescimento dos autodeclarados veganos ou mesmo vegetarianos. Se fosse uma empresa, o veganismo não estaria tendo muito sucesso em capturar mais market-share e talvez já teria falido. Pior, ainda criaram uma baita crise de imagem: pesquisadores canadenses resolveram ver como andava a opinião pública com relação aos veganos e descobriu que eles são vistos de modo mais desfavorável que diversos grupos que sofrem preconceito, tal como imigrantes e ateus. Eles foram avaliados como o segundo “grupo menos gostado”, perdendo apenas para viciados em drogas. Pior ainda: outro estudo identificou que, se um produto recebe o rótulo de vegano, ao invés de suas vendas subirem elas caem, chegando a perdas de até 70%. Good job!

Novamente, procurando na internet já encontrei alguns grupos de ativismo animal mais focados em ter uma mensagem eficaz, na promoção de um veganismo mais estratégico e que pensam que o comprometimento do tipo “tudo ou nada” das pessoas com o veganismo talvez não seja tão producente quanto estimular dietas mais flexíveis e de redução no consumo.

Ou talvez o caminho seja ainda mais simples: deixar de fomentar a identidade vegana, ou seja, que pessoas assim se entendam e assim se autodeclarem. No lugar disso, focar nos objetivos do veganismo, mas sem o rótulo.

Por isso, se você que está lendo este texto é vegano ou ativista da causa animal, pergunte-se, afinal, qual o seu objetivo? É, de fato, reduzir o sofrimento animal? Ou o que você deseja mesmo é fazer parte de um grupo? Se sentir alguém especial? Puro?

2. O argumento a favor do veganismo - mas não aos veganos.

Por muito tempo eu justifiquei o consumo de carne com argumentos que me pareciam racionais e éticos. Com o tempo percebi que estava apenas seguindo outro pensamento de tribo: o de todo mundo.

Essas justificativas dificilmente se sustentam. Vou começar com o argumento que tenho menos competência para falar algo: alguns podem argumentar que o veganismo não faz bem para a saúde. Não sou médico ou nutricionista e por isso não irei me alongar aqui. Vale observar que há sempre a possibilidade de suplementação: não existe vitamina que seja encontrada exclusivamente em carnes, leite ou ovos. Todas podem ser encontradas no reino vegetal, com exceção de B12, que é bacteriana (ou seja, não é animal, apenas costumamos absorvê-la via animais). Ademais, mesmo que o veganismo estrito talvez faça mal para a saúde, como argumentam alguns, diversos estudos parecem apontar que a redução no consumo de carne (ao menos nos padrões de consumo da classe média) provavelmente faria na verdade bem para a saúde.

Depois de “voar” pelo argumento da saúde, vou também me dar à liberdade de voar por outros dois argumentos, esses pró-veganismo: o argumento ambiental (muita emissão de CO2 por parte dos animais e também o problema do desmatamento) e o argumento dos problemas de saúde psicológica dos trabalhadores da indústria animal, principalmente aqueles que trabalham no abate. São dois pontos importantes e convincentes para muitos, mas não irei desenvolvê-los pois prefiro focar no que é o ponto chave para a maioria dos veganos: o sofrimento animal. Fica claro que esse é um debate que trata, no final das contas, de falar sobre moralidade ou ética, o estudo do certo e errado, em nossa relação com os animais.

Voltemos então a esse ponto: quais são os argumentos usados para dizer que não há nada de moralmente errado em consumirmos animais? Alguns irão dizer que os animais nasceram para nos servir ou nos alimentar ou, numa linha de argumentação mais laica, é o ciclo da vida, tal como aprendemos assistindo o Rei Leão. Comer ou ser comido. De fato, isso é válido para os outros animais carnívoros e até para muitas sociedades que ainda estão pouco integradas com o atual mundo industrial. Bem, deixem os indígenas isolados caçarem e comerem o que quiserem. A reflexão aqui diz respeito não a eles mas a nós, que hoje vivemos em um mundo em que a natureza foi profundamente transformada para nos servir.

O mundo que criamos tem diversos pontos positivos e negativos, como quase tudo na vida. Particularmente, penso que ele tem mais pontos positivos que negativos, mas esse não é o foco desse texto. No que diz respeito à alimentação, podemos ver que essa transformação tem um lado positivo: ela permite que nos mantenhamos bem alimentados e saudáveis sem carne (suplementando se necessário, como já comentamos). Mas, por outro lado, e isso é o mais importante, criamos uma indústria da carne que nada tem de próximo ao ciclo da vida ou a qualquer coisa que encontramos na natureza.

Muitos que chegaram até aqui já devem estar cansados de saber sobre isso, mas para outros isso pode ainda ser novidade. O consumo atual de carne envolve causar muita dor aos animais. Não é nada comparável a dor causada pelo índio ao abater uma ave com seu arco e flecha ou mesmo aquela que talvez meu bisavô causava aos animais de sua pequena fazenda quando os abatia para consumi-los.

Isso porque não estamos falando apenas do abate. Basta pesquisar um pouco para entender que o modelo industrial em que os animais estão sendo criados (fabricados?) causa muito sofrimento a eles em vida, o que me parece muito pior (afinal, o que você preferiria: uma vida em sofrimento ou sofrer apenas ao fim da vida?).

Em geral o ativismo vegano recorre aqui a imagens que são nojentas e chocantes e assim apelam para a nossa emoção. Não farei isso aqui. Se você desejar, dois minutos de Google bastam. Farei algo então um pouco diferente: tentarei dar números, o que é mais frio e racional, e assim apelar exclusivamente para seu entendimento. Para isso citarei brevemente o livro "Doing Good Better", de William MacAskill (pg.141):

As únicas estimativas quantitativas de bem-estar dos animais de criação que consegui encontrar vêm de Bailey Norwood, economista e especialista em agricultura. Ele avaliou o bem-estar de diferentes animais em uma escala de -10 a 10, onde números negativos indicam que seria melhor, do ponto de vista do animal, estar morto do que vivo. Ele classifica bovinos de corte em 6 e vacas leiteiras em 4. Em contraste, sua classificação média para frangos de corte é -1, e para porcos e galinhas em gaiolas é -5. Em outras palavras, as vacas criadas para a alimentação têm uma vida melhor do que galinhas ou porcos, que sofrem terrivelmente.

Por fim, há aqueles que vão simplesmente argumentar que a carne é gostosa! Particularmente, acho esse, de longe, o melhor argumento dos amantes da carne (ou carnistas, para usar a linguagem dos veganos). Não tem toda aquela tentativa de criar uma justificativa, um argumento bem elaborado para dizer que comer carne não tem nenhum problema. Como carne pois é gostoso e ponto! Há aqui pouco a argumentar, tirando, talvez, que isso não precise implicar na inação, ou seja, não fazer absolutamente nada a respeito do sofrimento animal. De fato, ao contrário do que alguns pensam, uma minoria das pessoas que abandonam o consumo de carne não gostam de seu sabor. Em geral, os veganos deixam de consumir carne apesar de gostarem de comê-la.

Para os que pensam assim citarei um texto clássico de Scott Alexander, chamado Vegetarianismo para Comedores de Carne:

Eu acredito que provavelmente os animais possuem valor moral. Eu também como carne. Há uma tensão evidente entre estas duas posições; animais sofrem e (obviamente) morrem durante a produção de carne. Só posso dizer em minha defesa que eu tentei ser vegetariano por vários anos e que foi horrível e eu acabei subsistindo quase inteiramente à base de pão e Quorn (um tipo de carne vegetal) e eu não quero voltar a isso”.

O que gosto nesta introdução do texto é que o autor não tenta argumentar que está moralmente correto em comer carne, tentando justificar de qualquer jeito o consumo. Fosse esse otribunal da fazenda dos bichos de Orwell, Scott apenas se declararia aos juízes porcos que ele é culpado.

Se você se convenceu do que eu disse até aqui, sugiro que você faça o mesmo que Scott Alexander, considere abandonar as demais “racionalizações” e fique no máximo com essa última (boa!) justificativa: como carne porque é gostoso. Porque não gosto das alternativas a ela. Simples assim.

E, por fim, se você deseja fazer algo a respeito do sofrimento animal, sem se comprometer com ativismo equivocado, sugiro considerar três ideias que me parecem as mais razoáveis e úteis:

1. Considerar reduzir o consumo de carne (ou parar, tal como desejam os ativistas veganos). Prefiro focar em reduzir. Parar pode até ser tranquilo para alguns mas muito desafiador para muitos. Ademais, você talvez não esteja afim de ficar demandando um prato especial nas refeições de domingo na casa de sua mãe pois agora você "virou vegetariano”. Aliás, você talvez, com muita razão, não esteja nem um pouco afim de fazer parte dessa nova tribo que já fez tanta besteira para a imagem de seu próprio movimento. Optar por reduzir te leva a se livrar de todos esses problemas. Com o passar do tempo, a redução será mais e mais fácil. Mas, se você não conseguir, tal como Scott Alexander não conseguiu, não se martirize. Não há também motivo para sentir culpa no dia que você preferir dar um intervalo na redução e ir pro churrasco com os amigos. Você está fazendo sua parte no problema e fazendo muito mais que a maioria. Orgulhe-se disso.

2. Não consuma mais frango e porco, ficando apenas com a carne de boi. É isso também que fez Scott Alexander no texto acima. Se você leu atentamente a citação que fizemos anteriormente, você lembra que os bois de corte tem uma vida razoavelmente agradável quando comparados a frangos e porcos. Ademais, outra parte do raciocínio é apenas numérica mesmo. Citando novamente Alexander: “O tamanho de um boi médio é muito grande e ele fornece cerca de 405.000 calorias; o tamanho de um frango médio é muito pequeno e fornece 3.000 calorias. Assim, a cada ano, eu mato cerca de 0,3 bois e cerca de 42 galinhas, num total de 42,3 animais mortos”. Há muito menos morte e sofrimento envolvido em comer bois quando comparado a porcos ou, pior, frangos.

3. Pressionar para a redução da crueldade nesta indústria animal, de modo que ela se resuma ao momento do abate e que mesmo esse momento seja o mais indolor e rápido possível. Nem preciso falar que apenas uma pequena minoria de veganos costuma apoiar esse segundo ativismo, pelos motivos abordados na primeira parte do texto. De todo modo, se você tem acesso a maneiras eficazes (evite o tiro no pé a todo custo!) de pressionar pela redução na criação de animais, sugiro fortemente que o faça. Alguns podem ter mais conhecimento de como fazer isso politicamente, pressionando assim as mudanças de lei, outros talvez tenham contato com empresários do ramo ou então de empresas que compram dos produtores (as grandes redes de fast-food, por exemplo). Bem, talvez você não conheça ninguém muito importante mas simplesmente consiga convencer seu amigo que tem uma pequena lanchonete de bairro a passar a ter uma opção vegana no cardápio ou então a ter menos opções de frango e porco. Você também pode tentar emplacar uma matéria nos jornais ou mesmo escrever para um blog (espera, é isso que estou fazendo!).

4. O que me parece mais eficaz de todos: carnes artificiais. Em breve teremos carnes de laboratório. Sim, isso mesmo. Serão 100% compostas do material genético de carne, sem o sofrimento embutido. Cientistas estão quebrando a cabeça nisso enquanto você lê essas linhas. Em breve estaremos todos podendo comer essas carnes e aí todo o nosso embate entre moralidade e “carne é gostosa demais” ficará no passado. Até lá… bem, você pode tentar doar para organizações fazendo tais pesquisas ou procurar algum modo de investir nesses negócios, ainda que seja bem complicado investir nesse tipo de coisa estando em nosso país. Já temos empresas que fazem imitações cada vez mais decentes de carne (mas, neste caso, não é carne - ainda) e, claro, essas você já pode experimentar dado que já estão cada vez mais presentes nos supermercados. Das disponíveis, minha favorita é a The New Butchers

Como vimos, há bons argumentos a favor do veganismo e sua moralidade. Mas nem tanto a favor dos veganos e suas táticas. Esqueça a postura arrogante ou irritante de alguns ativistas veganos. Faça suas reflexões e suas escolhas. E boas refeições!

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