Ajudar Bill Gates a vacinar as crianças na África: um dever neoliberal

Você já ajudou Bill Gates a implantar chips salvar vidas na África? Pois então chegou a hora!

Bill Gates já imortalizou seu nome na história ao criar uma das empresas mais inovadoras na área de software. Mas eu sinceramente acredito que não será por esse motivo que ele será lembrado daqui 100 ou 200 anos.

Para começo de conversa, sim, nesse mundo tão acelerado é bem complicado alguém ser muito lembrado 100 anos ou mais depois da vida. Contudo, acredito que esse será o caso para Bill e também sua esposa, Melinda Gates. Mas não será por suas contribuições na área de software que serão reconhecidos, mas sim pelo empenho e generosidade em resolver alguns dos piores problemas do mundo.

O primeiro problema se destaca por sua urgência e por colocar em risco a nós todos: o aquecimento global. Seu ativismo nessa área, fomentando inovações tecnológicas críticas e convencendo Estados a fazerem o mesmo está nos permitindo ganhar alguns anos que serão críticos no desafio que nos espera. Está achando essa crise do coronavírus terrível? Bill pensa que ela pode ser uma marolinha frente o que está por vir quando o assunto é aquecimento global.

O segundo problema, contudo, ainda que não seja urgente para o futuro da humanidade, trata de uma chaga constante e dolorosa: a pobreza extrema e as doenças que hoje praticamente afetam apenas aos mais pobres. Doenças como malária matam quase ninguém nos países ricos mais ainda ceifam 600 mil vidas todos os anos. Algumas outras doenças não matam, mas debilitam, impedem o pleno desenvolvimento humano e, consequentemente o desenvolvimento econômico destes países. O grande vilão aqui é o conjunto das verminoses (aquelas doenças que de fato podem ser tratadas pela ivermectina, a badalada pelos bolsominions como cura para a COVID-19). O problema estrutural aqui, contudo, é a falta de saneamento básico generalizado, o que é simplesmente uma solução cara demais para esses países. Daí que Bill está tentando, entre outras coisas, “reinventar” os banheiros, tornando possível descontaminar a água das fezes e urina mesmo que ela esteja “desplugada” de um sistema de saneamento.

Com o começo da pandemia foi a vez de Bill fazer outro gesto de enorme generosidade. Sabendo que as vacinas para COVID-19 seriam caras demais para os países em extrema pobreza, correu colocar seus pesquisadores e engenheiros para a produção emergencial de fábricas para as futuras vacinas. Ele simplesmente torrou bilhões no desenvolvimento de fábricas paralelas para vacinas mesmo com a perspectiva de que algumas delas não virem nada, que tenha sido dinheiro para a lata do lixo, apenas para acelerar a perspectiva da vacinação.

Agora, observe bem. Esse é o cara com histórico de fazer o bem já tem décadas. As estimativas atuais é que a fundação Bill e Melinda Gates já tenha salvo, pasme, 122 milhões de vidas.

Então, obviamente, não poderia ter sido outro o escolhido pela atual extrema-direita militante das redes e do zapzap a ser alvo de ataques e teorias da conspiração. Ainda que alguns desses militantes sejam inocentes, acríticos repetidores de qualquer correntinha de whatsapp que recebam, outros claramente demonstraram com isso a típica desconfiança-invejosa para aqueles que se dedicam a tornar esse planeta um pouco melhor.

Segue abaixo apenas um exemplo do absurdo que encontramos nesse sentido:

Claro que isso é apenas um lance feito no xadrez político da extrema-direita que hoje almeja gerar pânico na população para com as vacinas em geral em seu último ato de total desprezo para a vida humana – e de quebra tornando ainda mais morosa nossa recuperação econômica.

Nós neoliberais – os globalistas, degenerados e depravados – entendemos como nosso primeiro dever o de combater os populistas e autoritários, de esquerda ou direita, onde estiverem. E esse texto foi escrito acima de tudo com esse propósito: para denunciar que não há pessoa boa o bastante neste globo (sim, globo…) que não possa vir a ser crucificada pela direita populista articulada nos EUA em torno de Trump e, aqui no Brasil, em torno de Bolsonaro.

Mas esse não é o único propósito deste texto. Escrevemos esse artigo para também lembrar uma máxima americana que seria traduzida ao pé da letra como: coloque seu dinheiro onde sua boca está.

Faça sua parte. Nem mesmo o dinheiro de Bill e Melinda é infinito. Ajudemos eles a salvar mais vidas num momento tão decisivo.

Quando publicamos esse artigo originalmente fizemos ele apenas levando a um link direto para doação a fundação Bill e Melinda. Para doar diretamente para a fundação siga esse link (em inglês).

Contudo, resolvemos fazer nós mesmos uma campanha de doações. Façamos nossa vaquinha neoliberal. Façamos a Festa da Vacina! Clique no link abaixo e vá para o site de nossa campanha ajudar o Bill a vacinar a África!

https://doesuafesta.com.br/festa/ajudar-bill-a-vacinar/

Podemos vencer a COVID-19, podemos vencer a imbecilização do debate público. Para o primeiro problema, já temos vacinas. Para o segundo, precisamos que você ajude.

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