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setembro 27, 2020

3 coisas que você precisa saber pra deixar de ser um reacionário

1) George Soros é um velhinho progressista que torra seu dinheiro patrocinando o que acredita porque sabe que está perto de morrer.

Se o George Soros quisesse ganhar mais dinheiro, estaria focado em fazer o que fez a vida toda: Atuar no mercado financeiro. Alguém que se tornou bilionário por conta própria não precisa despender bilhões de dólares num plano maluco de dominação cultural e em filantropia. Ele não faz o que faz pra ganhar dinheiro. Ele faz porque acredita no que acredita, e também porque o imposto sobre herança nos EUA é punitivo (ele não é o único velho rico nos Estados Unidos a agir assim). Você tem todo direito de não gostar do George Soros, mas ficar inventando teoria da conspiração é coisa de retardado.

2) Globalismo é uma teoria da conspiração que os perdedores da globalização inventaram para te fazer de trouxa

Os perdedores da globalização são as corporações manufatureiras e os trabalhadores pouco qualificados dos países ricos. Nos últimos 30 anos, a inserção de bilhões de trabalhadores do terceiro mundo no mercado global resultou em uma brutal redução da pobreza nos países pobres ao custo de uma estagnação dos salários pouco qualificados e um aumento de desigualdade nos países ricos. Globalização sempre foi a facilitação dos fluxos de comércio, capitais e pessoas. Globalismo é a teoria da conspiração que os perdedores do processo de globalização nos países ricos inventaram para manter seus privilégios. E você é o trouxa do terceiro mundo que eles conseguiram enganar.

3) Imigração (quase) nunca é um problema

A história da América é também uma história de imigração massiva. A maioria dos países americanos — EUA incluso — já tiveram no passado uma proporção maior de imigrantes na população do que têm hoje. Foram os imigrantes italianos e libaneses/sírios que deram o dinamismo industrial e comercial paulistano, por exemplo. Essa birra contrária à imigração, especialmente em países com uma população de imigrantes ridícula, como o Brasil, é uma cópia maluca do que o que ocorre — com algum sentido — nos países ricos. Lá, os mesmos trabalhadores de baixa qualificação que passaram a ter que competir com chineses/indianos via comércio exterior também veem com maus olhos a competição com recém chegados no mercado interno. As posições contrárias à imigração são, via de regra, fruto da mesma insatisfação no ponto anterior, ou seja, dos perdedores do processo de globalização.

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